Contos de fada que me perdoem
Mas nada supera a relação virtual
Um novo pretendente a cada clique
Ou control alt del caso tudo vá mal
É simples, fácil e rápido
Sem contrato, sem juiz, nem padre
Inventa-se do quem sou ao que faço
O que falar então do corpo e da idade?
Ah se a Dona Carochinha
Soubesse desse poder imediato
Em que cada um se transforma em segundos
De Sapo a Príncipe, de Rei a Rato
Tá logo ali a um clique
A Cinderela do Sacomã
Ou o Bonito do Leblon
Cada um na sua telinha
Ligados por um emoticon
Nesse universo de alteregos virtuais
Os personagens são cúmplices do anonimato
Alguém aí avisa a Branca de Neve
Que o príncipe fugiu com a Loira24.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
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Muito bom Ale.
ResponderExcluirNesse mundo virtual, a chapeuzinho come o lobo mau! hehehe